Este texto é um complemento da coluna Revolução da rádio BandNews FM, que você pode ouvir neste link ou na barra abaixo:


 

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Nadine é recepcionista. Ela trabalha na Nayang Technological University, em Singapura; demonstra emoções, tem senso de humor e ajuda pessoas que buscam informação. Ela poderia até passar despercebida se não fosse o fato de ela ser um robô.

Nadine é uma máquina humanoide, motorizada por um software similar a Siri, da Apple, o que quer dizer que ela reage como uma assistente pessoal ou companhia. Assista abaixo uma breve conversa dela com sua criadora, a professora da NTU Nadia Thalmann, e perceba que ela é capaz de reconhecer padrões faciais.

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Segundo Thalmann, Nadine “é como uma companhia real que sempre está com você e é consciente do que está acontecendo”. Contudo, os pesquisadores querem explorar ainda mais o potencial da tecnologia. O grau de evolução da robótica é tamanho que essas máquinas estão sendo usadas em fabricação e logística. Robôs como Nadine podem memorizar e dialogar, sendo aplicáveis no convívio com crianças e pessoas mais velhas, além de servir como plataforma para serviços de cuidados e saúde.

Assista à interação de Nadine com Nadia abaixo:

Em 2014, as vendas de robôs subiram 29% e diversos aprimoramentos têm surgido nos últimos tempos. A tecnologia já está presente na recepção de hotéis, polinizando flores, cantando e interpretando. Ah! E a indústria de entretenimento adulto também prospera. Apesar de diversas críticas de universidades e entidades relacionadas à ética em robótica, humanoides como Roxxxy são milimetricamente designadas para dar prazer ao usuário.

Muito se diz também sobre o desemprego tecnológico, previsão pessimista que afirma que os trabalhos serão roubados pelos robôs. Em parte isso é verdade: empregos cuja função é motora ou repetitiva têm mais probabilidade de serem automatizados, porém, é necessário lembrar que devido a várias revoluções, o homem saiu do trabalho no campo e adentrou em outras áreas do conhecimento, fazendo surgir novas funções sociais. O que se espera desse boom atual na robótica é o que a mesma coisa ocorra, ou seja, novos empregos e mercados de trabalho surgirão para suprir a demanda, não deixando de acrescentar uma mudança bem acentuada na configuração destes postos.

Nada ilustra melhor o impacto da tecnologia nos empregos como o declínio da força de trabalho empregada na agricultura dos Estados Unidos – de 41% da população em 1990, o número caiu para 2% em 2000. Grandes quedas também ocorreram com outras funções. Máquinas tomaram o luga de muitos trabalhos manuais na construção e indústria; e computadores deslocaram um grande a manutenção de registros nos escritórios. Ou seja, já sumiram diversas ocupações que outrora eram necessárias.

David Autor, economista do MIT, descreve que “tarefas que não podem ser substituídas pela automação são normalmente complementadas por ela”.  A automação, neste caso, significa o surgimento de outras formas de trabalho, aumentando a produção econômica de maneira que eleve a demanda por trabalhadores. “Jornalistas e até mesmo comentadores experientes tendem a exagerar a extensão da substituição do trabalho humano pelas máquinas e ignorar as fortes complementaridades entre automação e trabalho que aumentam a produtividade, os ganhos e a demanda por empregos”.

Abaixo, separamos vídeos que mostram esses robôs em ação:

Este documentário de 1999 mostra entrevista com roboticistas proeminentes e especialistas em inteligência artificial. Fala sobre os primeiros robôs que se locomoviam e o engenhosos experimentos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), que se inspiraram na natureza para fazer as máquinas se moverem.

Engenheiros do Laboratório de Microrobótica de Harvard estão desenvolvendo o que pode ser o futuro da polinização das flores: as abelhas robôs. As Robobees são do tamanho da sua semelhante natural e poderão ser usadas no monitoramento e fiscalização do ambiente. Os cientistas tencionam que a pesquisa inspirada nos mecanismos da natureza será útil para compreender de maneira ampla como imitar artificialmente o comportamento coletivo e inteligente de uma colônia de abelhas. Mas, por que abelhas? As últimas décadas têm presenciado uma diminuição do número desses animais polinizando e produzindo mel em seu habitat natural. A falta destes insetos causará um impacto negativo no meio ambiente (sobretudo na civilização humana), por isso, uma das prerrogativas do projeto é criar uma alternativa à extinção das abelhas.

Mas como tantos processos tecnológicos, este tem recebido duras críticas de movimentos como o Greenpeace, cuja luta é para que foquemos os esforços em salvar nosso próprio mundo ao invés de criar outro.

Tradição e inovação se misturam no mundo tecnológico. No vídeo abaixo, a rainha da Inglaterra Elizabeth II se encontrou com o robôzinho Nao, que claramente sabia como se portar na frente da figura monárquica.

Neste vídeo, vemos o RoboThespian, criado pela Engineered Arts, fazendo uma caracterização do personagem Gollum, de ‘Senhor dos Anéis’. De acordo com os seus criadores, a máquina é um robô humanoide para interação com humanos em eventos públicos. Ele é poliglota, comunicativo e sabe entreter – a sua interpretação que o diga! RoboThespian já está há mais de 6 anos em desenvolvimento e serve como plataforma para feiras, pesquisa acadêmica e centros de ciências.

Na sequência, vemos um hotel no Japão onde os recepcionistas e os carregadores de mala são robôs, e um restaurante em Tóquio cuja atração é misturar striptease de dançarinas com lutas entre máquinas – tudo decorado com luzes de led, pisca-pisca e MUITA cor e ornamentos!

Fontes:

WiredTime | Harvard | RoboThespianCNNWall Street Journal

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